Paris, je t’aime

Paris é uma cidade linda! Unânime, ponto.

Passei dez dias na casa da minha irmã que mora lá, privilégio meu sair por aquelas ruas com quem manja do negócio e ainda explica história e arte melhor do que o próprio francês, apesar de já conhecer Paris, desta vez fui com um pouco mais de tempo.

Os dois primeiros dias foram de pura admiração. Toda aquela arquitetura harmônica, o prédio do vizinho não ofusca o do lado nem em altura, nem em design, as fachadas são lindas com aquelas varandinhas e janelas compridas e as cores então, tudo bege com telhadinho azul, poucos andares em todas as construções, enfim, não há desarmonia arquitetônica em Paris. Passaram-se três dias e aquela igualdade e harmonia toda foi começando a me enjoar!

Preciso ser cautelosa, porque se no desenrolar deste texto acabar falando mal de Paris corro sérios riscos de ser linchada. Não é que eu não gostei, é lindo sim, mas cansa. Comecei a sentir falta do caos, essa é a verdade.

Quando escuto as pessoas falando sobre a arquitetura parisiense eu penso: esse cara nunca entrou em um apartamento!

Apartamentos de 65m² em Paris tem um quarto e um banheiro.

Nossos arquitetos brasileiros são gênios então, conseguem enfiar nesse mesmo espaço três quartos com suíte e lavanderia.

O banheiro de um apartamento parisiense é dividido em duas partes, uma delas se destina a chuveiro/banheira/pia e a outra, separada por parede, se destina ao vaso sanitário com todo o desperdício de espaço que ele merece, detalhe: é raro que esses espaços tenham uma janela! Negócio impensável e proibido no Brasil.

Uma das fachadas que encontrei por lá

O que seria de nós brasileiros sem os nossos banheiros, lavabos e suítes?

Aqui eu me refiro aos apartamentos de classe média parisiense que tive oportunidade de conhecer e os comparo aos nossos apartamentos de classe média. Não sei como serão os da elite parisiense, exceto o palácio de Versalhes (risos), muito menos os da periferia que certamente devem ser melhores que as nossas favelas que sequer tem esgoto – o que dirá banheiros. Bem, não vou fazer incursões no âmbito social.

O fato é que passar um tempo em Paris vendo coisas tão belas é revigorante, mas devo confessar que senti falta da nossa bagunça, percebi que é mais fácil apreciar o belo quando ele se destaca no meio caos, quando estive no Egito por exemplo em meio a toda aquela devastação ao deparar-me com as pirâmides foi até difícil conter a emoção!

O belo, visto cotidianamente acaba virando banal, assim como tudo na vida e infelizmente deixamos de apreciá-lo. Por isso gosto de ficar pouco tempo nos lugares quando viajo: prefiro guardar a lembrança do deslumbramento e voltar para o meu país com todas as suas imperfeições.

Mas vale a pena conferir as fotos de algumas fachadas que tirei por lá, a resolução é péssima pois tirei as fotos com Iphone, mas tá valendo.

 

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