aCasa7 conversa: saúde mental na pandemia

Como anda sua cabecinha nesta pandemia? Vários surtos? Relaxa, aCasa7 tá com você. E união, empatia e irmos juntas e juntos nessa trajetória nada fácil é essencial. Além disso, se manter informado e ir cada vez mais atrás de ferramentas de autocuidado e proteção se torna cada vez mais importante.

Pensando nisso, batemos um papo com a Camila Chicrala, psicóloga clínica e Mestre em Educação pela Unicamp e hoje docente na Universidade Sorocaba e Faculdade Anhanguera, sobre pandemia, saudade, saúde mental e home office. Confira abaixo as perguntas e respostas!

1.Com a pandemia, muitas famílias passaram a conviver 24h juntas e isso pode trazer alguns conflitos e o estresse pode acarretar em brigas diárias. Como fazer para relaxar e ter um tempo de qualidade com a família reunida?

A Pandemia é a adversidade da atualidade, que atinge o mundo como um todo e tem gerado um impacto nas relações sociais e familiares. O surgimento desse novo vírus inseriu a sociedade em condições de semelhantes vulnerabilidades, quanto ao adoecimento, as consequentes perdas e adversidades econômicas e sociais.

2. Conciliar o home office com as crianças em casa é um desafio novo que muitos pais têm enfrentado. Qual conselho você tem para os pais que não tem conseguido se dividir entre as tarefas?

O homeoffice se constitui como um grande desafio para os pais que, sobrecarregados com suas demandas, precisam dividir sua atenção entre o trabalho, a casa e os filhos.

Medidas de distanciamento social inevitáveis para salvar milhares de vidas e com isso ocorre diariamente a regulamentação do acesso aos ambientes dos quais, frequentávamos antes com liberdade. A privação dessas experiências tão importantes como as relações sociais no trabalho para os adultos e na escola para as crianças, impacta o psicológico de toda uma família que precisa se reorganizar em um cotidiano totalmente diferente e inusitado.

3.Muita gente está em confinamento sozinha ou longe de seus parceiros e a carência é inevitável. Como lidar com esse sentimento?

Nesse sentido, o trauma da Pandemia se instalou nos lares de todas a famílias e o sofrimento emocional é inevitável, pois advém das inúmeras perdas concretas ( emprego, bens materiais) e simbólicas (liberdade e convivência social).

Assim, a cada dia, as pessoas estão mais sujeitas à experimentação diária de sentimentos tais como: raiva, ansiedade, angústia e desamparo. Algumas conseguem fazer uso de recursos de resiliência e enfrentamento e outras precisam de uma ajuda psicológica profissional.

4.A saúde mental fragilizada é uma consequência direta da pandemia. O que podemos fazer para manter o equilíbrio durante um período tão difícil?

Algumas dicas são importantes para que possamos passar pela travessia da Pandemia de forma mais saudável como: a manutenção de uma rotina, buscar mentalizar planos e projetos para realizar após o término da quarentena, prática de atividades físicas e a seleção de fontes confiáveis de informações.

Camila Chicrala é psicóloga clínica e Mestre em Educação pela Unicamp e hoje docente na Universidade Sorocaba e Faculdade Anhanguera.

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