A primeira venda a gente nunca esquece

Quem não é do meu tempo e lê esse título, além de achá-lo clichê, provavelmente não entende muito bem a sua origem. Na verdade, o título original dizia: “o primeiro sutiã a gente nunca esquece”. Veio de uma campanha publicitária dos anos 80, super premiada, que contava a história de uma garota que, na época mais complicada da vida de todos nós (a adolescência, é claro), ganhava da mãe seu primeiro sutiã — uma coisa linda pra época.

Tal qual a menina e sua odisseia do primeiro sutiã, o caminho até a primeira venda é cheio de altos e baixos. Dentre os muitos percalços, destaco a dificuldade de encontrar o imóvel certo para aquele cliente. Em seguida, a frustração de encontrar “o” imóvel e deparar-se com um proprietário que não aceita a proposta. Então, volta-se ao início, a busca recomeça… A casa perfeita não dá para financiar, a renda do comprador sempre precisa ser maior, ou então menor. Socorro! Dá vontade de desistir, sério. É uma trabalheira!

Quando essa primeira etapa é superada — milagrosamente, as partes se entenderam bem, a casa pode ser financiada, a renda do comprador está nos conformes, o banco não está de greve, o presidente não está no meio de um processo de Impeachment e não houve nenhum terremoto nas terras tupiniquins — ainda nos restam mais etapas. A burocracia, por exemplo. Mas sobre esta eu não vou nem comentar, pois, se você leu até aqui, depois disso com certeza pararia.

Vencidos todos os obstáculos, a venda finalmente, inacreditavelmente, miraculosamente deu certo.

Duas corretoras d’aCasa7, a Kátia e a Pâmela, fizeram sua primeira venda juntas há algum tempo. Eu, Gália, também participei, pois, além de fazer parte dessa cooperativa de mulheres tão excepcional, também trabalho numa construtora — à qual, no caso, pertencia a dita casa que elas venderam.

Fiquei muito tempo com uma imagem na cabeça: as duas se abraçando, a Pâmela chorando de se acabar depois que assinaram o contrato. E toda essa comoção, pasmem, não foi pela venda em si; mas porque elas atenderam a um casal simples e tão inexperiente quanto elas no processo. Apesar de tudo, elas conseguiram passar segurança para seus clientes, proporcionando-lhes, muito mais que um bom negócio, a realização de um sonho.

Eu deveria ter gravado, foi lindo de se ver.

Graças a essa primeira experiência delas, estabelecemos alguns alicerces da nossa cooperativa. Combinados que nosso trabalho deverá sempre envolver emoção e que nosso objetivo e desafio não é simplesmente vender, mas sim contribuir para a felicidade dos nossos clientes.

Essa é a foto da nossa comemoração. Para parabenizá-las, eu prometi um almoço pra elas (quem pagou as contas hoje fui eu. Na próxima, quem sabe, serão elas). Ah, o primeiro sutiã a gente nunca esquece mesmo.


Acompanhe aCasa7 no Facebook | Instagram | LinkedIn

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s